Um roteiro em cinco etapas para definir os serviços, escolher o acesso à RSFN e levar cada resposta ao core da instituição.
1. Defina o enquadramento antes da tecnologia
O tipo de autorização determina quais produtos a instituição pode oferecer e, por consequência, a quais sistemas ela vai precisar se conectar. Bancos, cooperativas de crédito, sociedades de crédito direto e instituições de pagamento estão sob supervisão do Banco Central, cada um com permissões diferentes.
Vale registrar um ponto que costuma gerar confusão: a autorização para funcionar não habilita automaticamente o acesso a todos os sistemas. Cada serviço tem regras próprias de adesão, e alguns exigem habilitação específica.
2. Relacione cada produto aos serviços que ele exige
Com o portfólio definido, o passo seguinte é traduzir cada produto em serviços do sistema financeiro. Alguns exemplos:
- Transferências entre instituições: STR, SPB
- Pix: SPI, DICT
- Boletos: PCR, SILOC
- Cartões: SLC
- Abertura e gestão de contas: CCS, SISBAJUD, STA
- Crédito consignado: Dataprev
Um mesmo produto quase sempre depende de mais de um serviço, e os destinatários variam: parte das mensagens vai para o Banco Central, parte para a Núclea, parte para outras infraestruturas. Mapear essa relação cedo evita descobrir uma dependência no meio da homologação.
3. Escolha o caminho até a RSFN
A maior parte dessas trocas acontece pela RSFN, a rede privada do sistema financeiro, formada por duas redes de telecomunicações independentes. A instituição chega a ela de duas formas:
- Conexão via PSTI. Um provedor credenciado pelo Banco Central entrega o acesso e opera parte da conexão.
- Conexão direta. A instituição contrata a conectividade com as operadoras da rede e coordena certificados, controles de acesso e contingência.
Nenhum dos dois modelos transfere ao provedor as obrigações regulatórias da instituição. Também vale lembrar que nem todo serviço usa a RSFN: o STA, por exemplo, funciona pela internet, com credenciais de operador.
O PSTI atende bem quem precisa começar rápido. Para quem pretende operar vários serviços ao longo dos anos, a conexão direta tende a ser a melhor escolha: a instituição define as operadoras, administra os próprios certificados, desenha a contingência e acompanha cada incidente de perto, sem depender da agenda de um terceiro. Com o tempo, isso traz mais autonomia para evoluir a operação e mais previsibilidade sobre o custo total.
4. Estruture a mensageria
A mensageria é a camada que prepara cada mensagem no padrão exigido pelo serviço, valida os dados antes do envio, transmite a solicitação e trata a resposta. Cada serviço tem formato, grade horária e regras de validação próprios, revisados a cada nova versão dos manuais.
Com vários serviços em operação, manter essas integrações se torna uma rotina contínua do time de tecnologia. Rejeições, devoluções e, no caso do Pix, os pedidos pelo MED também passam por essa camada e precisam de tratamento definido desde o início.
Um exemplo comum: uma TED é rejeitada porque um campo obrigatório veio fora do formato previsto. A mensageria precisa identificar o motivo da rejeição, registrar o ocorrido, devolver a informação ao sistema de origem e permitir que a operação seja corrigida e reenviada dentro da grade horária do serviço. Quando esse fluxo não está definido, o caso vira um chamado manual e o cliente fica sem resposta.
5. Leve cada resposta ao core
Uma operação se encerra quando o resultado chega aos registros da instituição. Se o Banco Central confirma um Pix e o saldo da cliente continua o mesmo, ela consulta o extrato, não encontra a transação e procura o atendimento.
A integração com o core precisa cobrir contas, saldos e transações e dar ao time visibilidade sobre o que foi solicitado, aceito, rejeitado ou concluído.
O mesmo vale para as outras pontas da operação. Um boleto compensado no SILOC precisa aparecer como recebido na conta de quem emitiu, e uma ordem de bloqueio do SISBAJUD precisa refletir no saldo disponível do cliente no momento em que é cumprida. Em cada caso, o time de operações precisa enxergar o status sem depender de consulta manual aos arquivos de retorno.
Checklist antes de começar
- Qual é o enquadramento da instituição e quais produtos ele permite?
- Quais serviços cada produto exige, e quem opera cada um deles?
- O acesso à RSFN será direto ou via PSTI?
- Quem mantém as mensagerias e acompanha as atualizações dos manuais?
- Como o resultado de cada mensagem chega ao core?
Como a Lerian atua nesse caminho
A Lerian oferece mensagerias nativas para Pix/SPI, SPB, SILOC, SLC, PCR, CCS, STA, SISBAJUD e Consignado Gateway, integrado à Dataprev. Elas validam as mensagens antes do envio, tratam respostas e rejeições e levam o resultado de cada operação aos registros de contas, saldos e transações.
As mensagerias funcionam com o core que a instituição já utiliza ou com o core banking da Lerian. A contratação pode começar pelos serviços que o modelo de negócio exige hoje, e os demais entram conforme a operação evolui.
Converse com um especialista da Lerian sobre a conexão da sua instituição
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- Demonstração da integração das mensagerias com o core que você já usa